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A juventude ucraniana da Paróquia São Josafat  (Prudentópolis-PR) realiza nos próximos dias 04 e 05 de fevereiro, o 39º Congresso da Juventude Ucraíno-Brasileira.

O tema deste ano será “Jovem Líder”, visando trabalhar a importância da liderança jovem, sob a luz das conquistas do passado, assumindo o presente com os desafios que se apresentam, para construir um futuro promissor de todas as comunidades ucranianas.

Segundo os organizadores, o objetivo é atrair os jovens líderes de cada comunidade, para que aconteçam trocas de ideias e experiências para o trabalho efetivo em suas sedes de atuação.

Este é sempre um grande momento para a Comunidade Ucraniana e desejamos que o evento tenha pleno êxito para o fortalecimento das atividades culturais e religiosas durante o ano que inicia. É o momento da impulsão para o início das atividades e que os jovens aproveitem bem essa oportunidade!

 

Obs.: Prudentópolis recebe este ano também o 2º Festival da Música Ucraniana no Brasil, em breve maiores informações!!

Igreja de São Nicolau na comunidade ucraniana de Nova Galícia - Porto União-SC

No interior de Porto União, na colônia de Nova Galícia (uma das mais antigas comunidades ucranianas no Brasil), foi realizada a Benção da Água e uma grande festa popular no último domingo, dia 15/01/12.

Com muita simplicidade as pessoas tiveram um domingo tranquilo em meio à natureza e conversas animadas entre os amigos e parentes. Hoje poucas famílias ucranianas ainda residem nos arredores, mas diversas pessoas cujas origens são deste local prestigiaram o evento.

A comunidade de Nova Galícia surgiu em 1908, com a construção da Estrada de Ferro, sendo formada por migrantes provenientes de Jangada, Mallet e  Dorizon. O nome de “Nova Galícia” seu deu pelo motivo dos pioneiros acharem a localidade semelhante à Haletchená (Galícia Oriental na Ucrânia). A localidade já foi distrito do município de Porto União, progressista e muito numeroso, tendo inclusive recebido a visita do ex-presidente americano Theodore Roosevelt, na época da exploração da madeira.

A primeira igreja construída deu-se no ano de 1908. A segunda igreja deu-se no ano de 1912, ambas em madeira. A 3ª e atual igreja, em alvenaria, foi inaugurada em 1997, infelizmente perdendo muito das suas características originais. Internamente foi mantido o Iconostás, e as pinturas foram realizadas pelo artista ucraniano Wolodymyr Borodime, resgatando a identidade cultural da comunidade.

O Natal para os ucranianos é rico em tradições, como a ceia com 12 pratos típicos, onde sob a toalha está o feno simbolizando o nascimento de Jesus na manjedoura, e as singelas canções natalinas chamadas de “kólhadas”.

Nesta época formam-se grupos que visitam os lares entoando as kólhadas para as famílias, anunciando o nascimento de Cristo e levando uma mensagem de amor, fé e esperança, valores que devem estar presentes todos os dias do ano que se inicia.

Sempre são bem recebidos pelas famílias, que normalmente oferecem tradicionais guloseimas e também oferendas que são revertidas em benfeitorias para a comunidade. É uma tradição singela, mas rica em significados aproximando mais as pessoas neste tempo de confraternização.

Em nome da comunidade ucraniana, desejamos a todos um Feliz e Abençoado 2011!!

Vilson José Kotviski

União da Vitória-PR / Porto União-SC

kólhadas na casa da família Nedochetko

Kólhadas na casa de Tania e Marcelo Tymus

Casa de Tatiane e Daniel Sliwinski

Santa Ceia – Cviatia Vetcheria

Poema de Wolodymyr Galtat – publicado no informativo 016 do TPUK – Sociedade dos Amigos da Cultura Ucraniana, Curutiba-PR

 

O Natal entre os Ucranianos

O Natal entre os Ucranianos

Natal representa para todos a festa do nascimento do Menino-Deus, o Messias, o Enviado, Jesus Cristo. Cada nação tem as suas particularidades, costumes e tradições nas celebrações deste evento. Na Ucrânia isto não é diferente. O Natal é uma festa muito rica, de vários costumes, populares e religiosos, que engrandecem e enaltecem o acontecimento.

Os ucranianos na pátria mãe e em alguns lugares da diáspora comemoram o Natal no dia 7 de janeiro, pois seguem o calendário juliano, que foi implantado pelo Imperador Júlio César no ano 46 a.C., distinguindo-se bastante já neste porém, em relação ao calendário da Igreja no Ocidente, de Rito Latino. Em 1582, o Papa Gregório XIII promulgou o calendário gregoriano que tem uma diferença de 13 dias. Assim, o dia 7 de janeiro do calendário «novo» equivale ao dia 25 de dezembro do calendário «antigo». Entre os ucranianos no Brasil, os Católicos seguem o calendário gregoriano e os Ortodoxos seguem o calendário juliano. Embora a diferença de calendário, os costumes e tradições, tanto religiosas como populares, são mantidas por ambos, com muito respeito.

A festa do Natal é precedida por um período de preparação.

Inicia-se no dia 27 de novembro (14 de novembro no calendário gregoriano) com a festa do Apóstolo São Felipe. Chama-se este período de «Pelêpivka». Este tempo é realçado por um período de jejum e penitência, na espera do tão almejado hóspede, o Filho de Deus.

Durante este tempo de preparação para o Natal, um momento importante é a celebração da Festa de São Nicolau. No calendário gregoriano, dia 06 de dezembro, no calendário juliano, dia 19 dezembro. São Nicolau é um dos santos mais populares na Ucrânia, embora seja natural do Oriente Médio (cidade de Izmirna, hoje na Turquia). Bispo da Igreja, sempre se destacou pela suas obras de misericórdia e amor fraterno ao próximo. Estes seus gestos sempre tocaram os corações, por isso, são vários os ícones que representam este constante culto a ele prestado em todo o Oriente. Entre os ucranianos, é considerado o patrono dos agricultores, defensor dos animais, patrono do inverno. Porém, acima de tudo, é o patrono das crianças. Por isso, no dia de São Nicolau, costuma-se realizar a troca de presentes entre as pessoas, e presentear, de um modo especial, as crianças. Quem entrega os presentes para as crianças? O próprio São Nicolau. Ele é representado em suas vestes de Bispo oriental, uma pessoa idosa, meiga e carinhosa para com as crianças. Geralmente é acompanhado pelos anjos, que trazem os presentes a serem distribuídos. Representa a bondade, a generosidade, o bem. Porém, na representação de São Nicolau, aparece também a representação do mal, através de uma pessoa mascarada que representa a tentação, o vício, a desordem, o pecado. No diálogo com as crianças, as perguntas dirigem-se em forma de um questionário sobre o bem que elas praticaram ou podem praticar. O presente é a recompensa pelo bem praticado. No Ocidente, São Nicolau foi substituído pela figura do Papai Noel.

Um significado todo especial para a véspera de Natal entre os ucranianos é a realização da Santa Ceia. Ela encerra o período da «Pelêpivka», quaresma de preparação ao nascimento do Filho de Deus. É a festa da família. Reúnem-se todos para a ceia, na celebração de um ritual todo especial. Inicia-se a preparação com a limpeza da casa, tudo deve estar bem asseado para a visita dos familiares, pois juntos estão à espera do hóspede maior. A dona da casa deve estar, neste dia, atarefada com a preparação dos pratos do ritual que serão consumidos durante o jantar. No interior, nas colônias, o dono da casa deve cuidar da sua «hospodarka», a propriedade, procurando fazer a limpeza de todos os espaços de sua «fazenda», alimentar bem os animais, pois eles também fazem parte da realidade da casa.

Ao entardecer, todos os membros da família devem estar reunidos. Como deve estar preparada a casa e a mesa da ceia?

Prepara-se a «ialenka» – árvore de Natal. Qual o seu significado? A árvore sempre indica para o alto. Lá em cima, deve estar presente a estrela. Ela indica o caminho. Assim como foi para os magos do Oriente. Ela nos guia para o Deus que vem, que é e que será presença entre todos. A árvore é enfeitada com vários adornos, entre estes, os doces, que serão depois apanhados por todos e consumidos. São dádivas, presentes de Deus derramados sobre a humanidade através do Filho Jesus.

Quando todos estão já reunidos, o dono da casa – hospódar – traz um feixe de trigo, para dentro da casa. Dá-se a este feixe de trigo o nome de «didukh». Representa ele os antepassados, os falecidos, bem como a fartura, a boa colheita, o progresso, o bem estar das pessoas. O «didukh» é trazido para dentro de casa como um ritual sagrado, com respeito e colocado, então, em um lugar de destaque, anteriormente preparado. A mesa da ceia natalina é forrada com o feno, coberto depois com a toalha bordada. Que representa este feno? A «manjedoura» onde será colocado o Menino. Como a mesa farta, assim também o Filho de Deus trará as bênçãos para todos na família. Deve ser ele acolhido com o calor humano das pessoas, no relacionamento familiar, na unidade e bem estar. Costuma-se colocar sobre a mesa um castiçal de 3 velas que simbolizam a Santíssima Trindade (O Pai, o Filho e o Espírito Santo). No assoalho, sob a mesa, coloca-se a palha de trigo, junto com os instrumentos do trabalho do campo: o machado, a enxada, o «serp» (instrumento para a colheita do trigo), entre outros. São ali colocados, pedindo, para que em toda a propriedade estejam presentes as bênçãos de Deus. A ceia está pronta. Ela deve ser servida quando a primeira estrela aparecer no céu. No inicio, o dono da casa convida a todos para a ceia. Todos devem estar presentes. Fazendo a oração pela família, o «hospódar» – o dono da casa – saúda a todos com as palavras: «Khrestós Rodêvcia!» (Cristo nasceu!). Todos respondem: «Slavimo Iohó» (Glorifiquemo-lo). Em seguida, o «hospódar» serve, para todos os presentes, um pequeno pedaço de pão embebido no mel. Que a vida familiar seja sempre alegre, unida, vivida no bem estar humano e espiritual. Em algumas regiões da Ucrânia e em algumas famílias aqui no Brasil, o dono da casa convida para a ceia também as «tempestades, as enchentes, o granizo, as geadas, os ventos». Espera-se em silêncio. Como não se ouve a resposta, o dono da casa responde: «Como as tempestades, as enchentes, o granizo, as geadas, os ventos, não foram dignos de aceitar o nosso convite para a ceia, que também não apareçam durante o ano, quando não convidados».

Em seguida, serve-se a ceia. Ela é composta de 12 pratos. No passado, representavam eles, os doze meses do ano. No cristianismo, os doze apóstolos, discípulos do Divino Mestre que anunciam a sua mensagem. Cada cristão deve anunciar o bem, testemunhando a doutrina do Divino Mestre Jesus.

Eis alguns dos pratos que devem ser servidos:

1 – «Kutiá» – grãos de trigo cozido adoçados com mel, passas de frutas (uvas) e nozes ou castanhas e sementes de papoula. O trigo representa a fartura, o progresso, o bem estar. O mel, que a vida deve ser temperada com a alegria da saúde, do bem estar, na amizade, na unidade familiar. Simboliza o trabalho do agricultor e das abelhas. Também representa os entes queridos que faleceram. Elo entre os vivos e os mortos.

2 – «Borchtch» – sopa de beterraba e repolho, servida com pão de centeio.

3 – «Mlêntsi» ou «Nalêsneke» – tipo de panquecas.

4 – «Varének» – espécie de pastel (tipo ravióli) que antigamente era recheado com repolho, trigo sarraceno (mourisco), ameixas, geléias ou sementes de papoula. Embora o recheio de batata com requeijão tenha se tornado popular entre nós, na ceia de Natal era raramente usado, uma vez que para nossos ancestrais, há centenas e centenas de anos atrás, a batata era desconhecida, chegando à Ucrânia somente por volta dos séc. XVII e XVIII. Na região da Galícia (Ucrânia Ocidental) é chamado de «perih», enquanto na Ucrânia Oriental «perih» é uma espécie de pãozinho branco assado no forno contendo algum recheio.

5 – «Holubtsí» – rolinhos de repolho – espécie de «charuto», com trigo sarraceno, cebola e cogumelos, enrolado com folha de repolho. É cozido no vapor ou em «banho maria». Na Ucrânia são preparados com folhas de repolho em conserva em virtude da neve, sendo que em outras estações do ano são usadas folhas frescas de repolho ou de beterraba.

6 – «Krujalkê» – espécie de repolho cozido, temperado com água, sal e iguarias.

7 – Peixe em conserva.

8 – Várias espécies de pão, biscoitos de mel.

9 – «Kácha» – espécie de cevada moída, preparada com iguarias.

10 – «Hrebê» – espécie de cogumelos cozidos, preparados em forma de salada ou em forma de molho, para serem consumidos junto com os demais pratos.

11 – «Kalatch» ou «Kolatch» – pão doce – em algumas regiões com recheio de doces de frutas. O pão representa a colheita do ano e é adornado com uma vela que iluminará a mesa e deve permanecer sobre a mesma durante 3 dias.

12 – «Kompot» ou «Uzvar» – compota feita das mais variadas frutas guardadas em conserva desde o verão (cereja, ameixa, pêra, maçã, uva). Em algumas regiões é preparada com bastante calda de forma que pode ser usada também como suco, substituindo as bebidas alcoólicas.

E ainda temos outros pratos: «kapusniák» (sopa de repolho), «perijkê» (pasteizinhos assados recheados com repolho, ou com doces de frutas), pepinos e outros mais.

Український борщ

Вареники

Obs.: A ceia deve ser preparada com produtos não gordurosos que possam representar a água, o ar e a terra, pois ainda nos encontramos no período de quaresma «Pelêpivka». Ela só encerra-se à meia noite, quando da participação de toda a família na Divina Liturgia na igreja da comunidade.

Durante a ceia, iniciam-se os cantos natalinos – «Kolhadê». Eles nos falam do nascimento do Menino Jesus. A alegria deve ser contagiante neste momento da ceia. Cada um saúda os presentes, iniciando uma «Kólhada». Elas continuam até o final da ceia. É comum em todas as famílias deixar sempre um lugar a mais preparado durante a ceia. Este lugar pode representar algum familiar ou amigo que não tem a possibilidade de estar festejando o Natal em uma família, bem como representar aqueles que passaram desta terra para a eternidade: eterna é a lembrança deles entre todos.

Quando todos terminam a ceia, saem para a participação da liturgia na igreja da comunidade. Nada se retira da mesa. Ela deve permanecer assim, pois a crença diz que os «ausentes» virão tomar a sua parte na refeição da ceia.

Na Igreja, na celebração litúrgica, ouve-se muito as «kolhadê», canções natalinas. Todos cantam e saúdam-se com a saudação típica para a festa do Natal: «Khrestós Rodêvcia» – «Slavimo Iohó». (Cristo nasceu – Glorifiquemo-lo.) As canções natalinas serão entoadas nas igrejas até o dia 02 de fevereiro (calendário gregoriano).

Após a celebração na igreja, grupos de pessoas, geralmente homens, organizam-se para visitar as famílias e saudá-las com o canto das «Kolhadê». Vão de casa em casa. As famílias os recebem. São saudadas pelos cantores – «kolhadnekê» – que levam consigo uma estrela grande feita de «soloma» (palha de trigo) e também um «vertép» (presépio). Nesta saudação, deseja-se o bem estar para todos, o progresso humano e espiritual, a saúde, a boa colheita. Geralmente estes cantores são recompensados, não apenas com as guloseimas costumeiras, mas também com uma recompensa em bens materiais, que serão destinados ao bem estar de toda a comunidade.

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Elaborado por: Pe. Daniel Kozlinski

Fontes: IVAN SENKIV – «O Natal nas tradições populares e litúrgicas» (em ucraniano) em «Nache Jytiá», dez/1977.

IULIAN KATRIY – «Piznai svii obriad», Padres Basilianos – Toronto.

Calendário juliano

O calendário juliano foi implantado pelo líder romano Júlio César, em 46 a.C., como uma importante e substancial alteração no calendário romano. Foi modificado ainda mais em 8 d.C., pelo imperador Augusto, e os nomes dos meses sofreram ainda várias mudanças ao longo do Império Romano. O calendário juliano acabou sofrendo sua última modificação em 1582, pelo Papa Gregório XIII, dando origem ao calendário gregoriano que foi adotado progressivamente por diversos países, e hoje é utilizado pela grande maioria dos países ocidentais.

O calendário juliano, com as modificações feitas por Augusto, continua sendo utilizado pelos cristãos ortodoxos em vários países. Nele os anos bissextos ocorrem sempre de quatro em quatro anos, o que hoje acumula uma diferença para o calendário gregoriano de 13 dias.

Calendário gregoriano

O calendário gregoriano é o calendário utilizado na maior parte do mundo e em todos os países ocidentais. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582 para substituir o calendário juliano.

Gregório XIII reuniu um grupo de especialistas para reformar o calendário juliano e, passados cinco anos de estudos, foi elaborado o calendário gregoriano, que foi sendo implementado lentamente em várias nações. Oficialmente o primeiro dia deste calendário foi 15 de outubro de 1582.
O calendário gregoriano é o que hoje em dia se usa e distingue-se do juliano porque:

• Omitiram-se dez dias (5 a 14 de Outubro de 1582).

• Corrigiu-se a medição do ano solar, estimando-se que este durava 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente a 365,2424999 dias solares.

• Acostumou-se a começar cada ano novo em 1 de janeiro.

• Nem todos os anos seculares são bissextos. Para um ano secular ser bissexto tem de ser múltiplo de 400. Deste modo evita-se a diferença (atraso) de três dias em cada quatrocentos anos existente no calendário juliano.

A mudança para o calendário gregoriano deu-se ao longo de mais de três séculos. Primeiramente foi adotado por Itália, Portugal, Espanha e, de modo sucessivo pela maioria dos países católicos europeus. Os países onde predominava o luteranismo e o anglicanismo tardariam a adotá-lo, caso da Alemanha (1700) e Inglaterra (1751). A adoção deste calendário pela Suécia foi tão problemática que gerou até o dia 30 de fevereiro. A China aprova-o em 1912, a Bulgária em 1917, a Rússia em 1918, a Roménia em 1919, a Grécia em 1923 e a Turquia em 1927.

As Igrejas ortodoxas do Oriente continuaram a usar o calendário juliano até 1923, quando muitas adotaram o seu próprio calendário juliano revisto em vez do gregoriano. Utilizam ainda o calendário juliano para determinar a data da Páscoa.

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Origem: Wikipédia

Pesquisa, complementação e revisão: Olga Nadia Kalko, dez/2008
retirado de http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/fe_crista_ortodoxa/o_natal_entre_os_ucranianos.html

Realizou-se nos dias 26 e 27 de Novembro, em Curitiba, o VIII Congresso da Representação Central Ucraniano Brasileira – RCUB, na Universidade Tuiuti do Paraná. O Congresso teve a Presença do Embaixador da Ucrânia no Brasil Sr. Ihor Hrushko e do Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos Sr. Eugene Czolij.

Os trabalhos foram abertos pelo Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira Dr. Vitório Sorotiuk e realizaram manifestações o Sr. Embaixador da Ucrânia, o Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos, o Bispo Eparca dos Ucranianos Católicos Dom Wolodomyr Koubetch, o Prefeito Jose Baka Filho e a Sra. Natalia Santos representando o Deputado Federal Angelo Vanhoni. Enviaram mensagens saudando o congresso o Governador Beto Richa e a escritoria Wira Selanski Wowk. Participou do Congresso uma delegação da Sociedade Prosvita de Buenos Aires com a presença do Sr. Jorge e Roman Danylyszen. Participaram do encontro a Consul da Ucrânia Sra. Larysa Myronenko e o Consul Honorário da Ucrânia em Paranaguá Sr. Mariano Czaikowski.

Na entrada do auditório uma exposição de quadros decorativos típicos ucranianos no estilo de Petrekivka, desenhados por crianças ucranianas, e trazidos pela Embaixatriz da Ucrânia Svitlana Hrushko, davam a presença da Ucrânia no congresso, além dos representantes diplomáticos.

Na parte da manhã foi lançado o livro OS UCRANIANOS NO BRASIL com uma palestra da Dra. MARINA HRYMYCH – Doutora em Ciências Históricas – Pesquisadora Senior do Instituto Nacional de Ciências e Pesquisas de Estudos Ucranianos – Kyiv. A sessão foi presidida pela historiadora Oksana Borushenko e participou dos trabalhos a Sra. Mariléia Gartner Coordenadora do Centro de Estudos Eslavos da Universidade do Centro do Paraná – UNICENTRO. O livro foi elaborado por uma série de pesquisadores do Brasil, Canadá e Ucrânia e editada em Kyiv – Capital da Ucrânia nas línguas inglesa, ucraniana e portuguesa e contém trabalhos científicos de ordem histórica e etnologia.

O Congresso deliberou que todas as atividades do ano de 2012 da Representação Central serão em homenagem á grande poetisa paranaense Helena Kolody que completa cem anos de nascimento em data de 12 de outubro. Foi formada a Comissão para os trabalhos do centenário de Helena Kolody: Coordenação Mariano Czaikowski, e os seguintes integrantes em ordem alfabética: Eugênia Osatchuk, Janine Andreiv Rodrigues, Mariléia Gartner Vilson Kotviski. Com relação aos Estudos na Ucrânia a Associação Juventude Ucraniano Brasileira – AJUB informou que pretende constituir comissão permanente com esse objetivo e uma oportunidade será o próximo congresso da juventude que realizar-se-á dias 5 e 6 de fevereiro do próximo ano em Prudentópolis. Ficou deliberado a realização do Encontro Nacional das Mulheres Ucranianas do Brasil em data de 10 de março de 2012 e eleita a Comissão constituída por Deolmira Retcheski Dallazen, Eliana Herreros Sorotiuk, Janine Andreiv Rodrigues e Mauriza de Jesus Leger Gruba.Deliberou-se constituir o Forum Permanente do Ensino da Língua Ucraniana no Brasil Formado a Comissão do Idioma Ucraniano com os seguintes membros: Maria Alcione Boiko; Professora Eugênia Osatchuk; Olga Kalko e o Sr. Wolodymyr Galat. Esta comissão deverá com o apoio da RCUB organizar o primeiro encontro em fevereiro de 2012 .

Ficou estabelecido o caminho estratégico de nos próximos anos incentivar o ensino da língua ucraniana, a participação em agosto de 2013 na Ucrânia no IV Congresso Mundial a ser realizado em Lviv pelo Instituto Internacional da Politécnica de Lviv. Em 2014 comemoraremos o bicentenário de nascimento de Taras Chevtchenko, desde estamos preparando o projeto para a nova estátua do poeta em em União da Vitória e a instalação de bustos em todas as principais cidades do Brasil onde exista forte presença da comunidade.

Durante o Congresso o Embaixador da Ucrânia Sr. Ihor Hrushko fez entrega de uma dezenas de novas Carteira de Ucraniano do Exterior, destacando-se aquela recebida pelo médico Dr. Lauro Bogdanar Kuczesnki. Foram entregues dicionários de ucraniano de 250 mil palavras trazidas pelo Presidente da Ucrânia recentemente aos Jornais Xliborob e Pracia, o Museu do Milênio, ao Centro de Estudos Eslavos da UNICENTRO e ao Centro de Estudos de Língua Estrangeira da UFPR, entre outros.A comunidade ucraniana do município de Rio Azul recebeu 7 banduras para constituir o terceiro grupo de banduristas no Brasil.

No último dia do Congresso foi realizado um culto – Panakeda – em memória às vitimas do Holodomor – grande fome provocada pelo regime despótico de Stalin. No encerramento do Congresso, o Sr. Eugene Czolij – Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos manifestou que mais uma vez o Brasil lhe reserva surpresas, pois se surpreendeu pela capacidade de organização e pelo conteúdo do congresso. Disse que o Brasil é um país onde os ucranianos estão demonstrando unidade e capacidade de gerar inovações na expressão da cultura ucraniana.
Fonte: www.rcub.com.br – Representação Central Ucraniano Brasileira

Parabéns ao Grupo Sonhachnek pela excelente organização do festival. Percebeu-se uma ótima condução do evento e atenção para todos os detalhes.

As guias que acompanharam o Kalena e Zoriá foram extremamente atenciosas e simpáticas com o pessoal. As orientações ao grupo foram perfeitas e todas as solicitações atendidas.

O baile foi muito animado e não esqueceram as nossas kolomeikas!! As refeições e acomodações também estavam ótimas! Foi um grandioso evento!!

Reconhecemos todo o esforço para dar boas condições para os participantes! Parabéns a toda a comunidade ucraniana de Cascavel!

Para os próximos festivais:

Pensando no crescimento do evento, deixo como sugestão para a AJUB, entidade que coordena a realização dos festivais, a realização de um processo de avaliação dos grupos.

Não seria um processo de classificação de grupos melhores ou piores, mas sim uma forma de sugestão aos coordenadores de cada grupo, direcionada para efetuar melhorias a cada ano.

A idéia primordial é valorizar as apresentações, as pesquisas de trajes, músicas, danças, evolução de cada grupo, e aparar arestas para que a cada ano tenhamos mais cuidado com o que estamos levando para o maior evento cultural da comunidade ucraniana no Brasil.

Cada grupo ao fim do festival, levaria suas avaliações para casa, sem que os demais tenham acesso. Creio que cada coordenador teria mais embasamento e cuidado para o próximo ano, evitando por exemplo: desmerecer a exclusividade do hopak ao grupo que está sediando, trajes descaracterizados, acrobacias indevidas, passos errados, inadequados ou inconvenientes, falta de preparo, entre outros… Entendo que cada grupo tenha uma realidade diferente, porém não podemos fechar os olhos aos erros apresentados

Por outro lado teríamos também o devido reconhecimento a grupos que tiveram apresentações primorosas, com inovação, pesquisa e coerência da proposta da dança apresentada. Creio que é isso que TODOS querem.

Todos somos amigos e prevalece sempre a diplomacia e política de boa vizinhança, mas isso não está trazendo melhorias para o evento. Tenho certeza que esta avaliação será um motivador a mais para o festival!

Vamos pensar sobre isso, e AGIR!!

Vilson José Kotviski

Ensaiador – Folclore Ucraniano Kalena

União da Vitória-PR

Previt

Correria com os últimos detalhes do traje, recados para os velhos amigos, longos ensaios, acertos na dança, ansiedade batendo forte. Tem gente que chega até a sonhar com a coreografia. É mais um Festival chegando. O 18º Festival Nacional de Danças Ucranianas que este ano tem como anfitrião o Folclore Ucraniano Sonhachnek, de Cascavel. Serão 15 grupos folclóricos de todo Brasil reunidos nessa grande festa de demonstração da cultura ucraniana através da dança.

Foi em 1993 que a diretoria da Associação da Juventude Ucraíno Brasileira (AJUB), na época sediada em União da Vitória juntamente com o Folclore Ucraniano Kalena, idealizou o encontro de grupos folclóricos para apresentar o melhor da dança ucraniana. Na ocasião, a reunião foi chamada de Festival Nacional de Hopak e os participantes apresentavam sua coreografia desta dança que é a mais tradicional da cultura ucraniana, presente em todas as festas.

Com o passar dos anos, os grupos decidiram que o Festival deveria trazer coreografias e trajes de todas as regiões da Ucrânia em um único evento, já que o repertório de danças típicas do país é enorme. Assim, a partir de 2002, o encontro passou a ser chamado de Festival Nacional de Danças Ucranianas.

Em 2011, em especial, o Festival está atrelado às comemorações dos 25 anos do Folclore Ucraniano Sonhachnek e dos 120 anos da imigração ucraniana para o Brasil. Como em todos os eventos, os grupos aguardam várias surpresas, uma delas, já confirmada, é a presença do Grupo Prolissok, da Ucrânia.

Nos palcos

Como todos os anos, o Festival é promovido pela AJUB e a organização é de responsabilidade do grupo folclórico que leva o evento para sua cidade. E que trabalho tem esse grupo! Alimentação, alojamento, decoração, inscrições, som, luzes, palco, patrocínios…

Várias cidades já receberam o encontro: Curitiba, Prudentópolis, São José dos Pinhais, União da Vitória, Mallet, Roncador, Maringá, Rio Azul, Porto Alegre, entre outras. Apesar de todo trabalho exaustivo, a maioria dos grupos que já promoveu um Festival tem a sensação que depois do evento ficaram ainda mais unidos, mais fortalecidos. O grupo folclórico anfitrião também é responsável pela abertura e encerramento da festa. Ao ouvir os primeiros acordes tocando e ver o pão e sal do Previt saudando os convidados, se pode sentir a verdadeira essência do Festival. Ao término, o Hopak geralmente é acompanhado com palmas do início ao fim e anima ainda mais os dançarinos para o baile tradicional de integração dos grupos que acontece depois do evento.

Nos bastidores

Cada dançarino guarda uma história de Festival. Uma dança perfeita, uma amizade, um tropeço, um traje novo, um amor… Histórias: cada um guarda a sua e a leva para outros Festivais. Mas existem algumas que são famosas:

A chuva marcou presença em várias edições. Em 1998, em Mafra, ela fez com que quase não se ouvisse o som da música nas apresentações. Em Porto Alegre e Maringá, o temporal atrapalhou a programação dos grupos no domingo. Em 2003, o festival aconteceu em Mallet e a abertura atrasou em quase uma hora porque o orador esqueceu o compromisso. O ginásio de esportes, onde os meninos tomavam banho, também ficou sem água e os dançarinos tiveram o maior trabalho para consertar tudo. Já em Rio Azul, em 2006, o Grupo Folclórico Ucraniano Dunay entrou no palco com uma música errada do Previt e os dançarinos se atrapalharam um pouco. Ônibus estragado é o que não falta… Na ida para Roncador, em 2007, o do Grupo Spomen ficou na estrada e os dançarinos fizeram uma roda de kolomeyka no asfalto. O agito chamou atenção de um Chevette ―pau velho‖ que socorreu os dançarinos que chegaram a salvo no destino.

A cada ano, além do festival, sempre acontece um imprevisto diferente que rende boas histórias. Na última hora alguém esquece o colar, a camisa não fecha, o zíper da bota emperra. É aquela correria. Mas tudo dá sempre certo no final.

Hopak

O Festival cresceu, atingiu sua maioridade. Várias coreografias, trajes, músicas e histórias de dançarinos e grupos já subiram ao palco ou rondaram os bastidores desses 18 anos de evento. E a cada ano ele se renova com novos e velhos grupos surpreendendo, outras gerações chegando e mostrando que a emoção de subir ao palco de um Festival não se apaga e é única. O frio na barriga é diferente de todos já que a platéia é mais do que especial: são colegas, amigos, todos reunidos em prol da tradição ucraniana. Ali, você está representando não só uma coreografia, está demonstrando tudo que seu grupo fez durante todo ano em nome da nação ucraniana que aqui fincou suas raízes.

Os participantes do Festival ainda têm a oportunidade de trocar experiências e conhecimento sobre a cultura, assim como as músicas, idéias para novos trajes, coreografias, enfim, esse encontro vai muito além dos palcos. Também é lugar de matar a saudade de um ano inteiro, a hora de tomar umas e outras no baile – como todo bom ―nachilhude‖ – e dançar uma kolomeyka com seu par. Isso é Festival!

Então, no próximo dia 05 de novembro, ajude a construir mais um capítulo dessa história de amor e tradição à cultura ucraniana. Aproveite e até lá!

Dia 5 – SÁBADO – em CASCAVEL – 19:00 HORAS
XVIII FESTIVAL NACIONAL DE DANÇAS UCRANIANAS
Centro de Convenções e Eventos , Cascavel -PR

Dia 6 – DOMINGO – em MALLET – Serra do Tigre.
Grandiosa Festa de Restauro da Igreja de São Miguel Arcanjo.

Um grupo de turistas de Joinville esteve visitando nossas cidades e novamente a Comunidade Ucraniana proporcionou uma noite cultural aos visitantes.

O mau tempo de sábado a tarde atrapalhou um pouco, mas mesmo assim foi possível a visita à Matriz de São Basílio Magno, igreja que representa a religiosidade do povo ucraniano e a forte presença da etnia em nossa região. Na sequencia, os visitantes foram conduzidos ao Clube Ucraniano, onde foram realizadas apresentações folclóricas com os grupos infantil e adulto do Kalena, Terceira Idade Zoriá e Musical Trembita. Também foi organizada uma exposição de artesanato, e demonstração da arte da pêssanka com Vilson José Kotviski.

A organização da recepção aos turistas foi realizada pelo Folclore Ucraniano Kalena/Clube Ucraniano de União da Vitória-PR e Porto União-SC.

Vilson José Kotviski- pessanka@pessanka.com.br

Demostração da arte da pêssanka com Vilson José Kotviski

Grupo em frente ao altar - detalhe do primeiro ícone do iconostás que está sendo construído.

visitantes de Joinville e o Folclore Ucraniano Kalena

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